terça-feira, 24 de novembro de 2009

Conto - A Cabeça Maldita

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Bom... pra começar bem esse blog, vou postar aqui algo que escrevi para a aula de portugês da 8a série. A professora pediu que elaborássemos um conto. E aqui está a história que chamei de... A CABEÇA MALDITA:


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JOHN WALKER é um bom policial, talvez o melhor do distrito. No momento, ele não está em um de seus melhores dias, pois JOHN está encarregado de fazer uma ronda noturna no bairro mais “barra-pesada” da cidade.
O bairro parece deserto, e não há muito movimento de carro. Tudo estaria tranqüilo se não fosse pela chuva. É uma chuva fria e fina que congela a espinha.
JOHN caminha pela calçada e avista um indivíduo, um indivíduo muito suspeito. Ele tem os olhos para dentro, rosto chupado e carrega uma pequena bolsa de couro, com alguma coisa dentro, algo redondo como um melão. Também havia uma mancha na bolsa, uma mancha de cor vermelho-ferrugem. JOHN WALKER não perde tempo e diz ao indivíduo suspeito:
- Ei você. Espere aí!
Ditas estas palavras, o suspeito segura com força sua bolsa e começa a correr. JOHN continua:
- Eu mandei você parar, sou um tira, cara!
Vendo que nada adianta, ele saca sua arma e corre em direção ao suspeito.
JOHN agora tem certeza do que há naquela bolsa e continua perseguindo o suspeito, até que ele entra em um beco sem saída.
JOHN, com ar triunfante, liga sua lanterna, põe o foco de luz no rosto do suspeito e diz:
- Muito bem, deixa eu ver esta bolsa.
O indivíduo, encolhido no chão e muito assustado, diz:
- Espere, deixe eu contar porque fiz isso- Ele abraça a bolsa com força e continua- Eu trabalhava para uma firma, tudo ia bem, quando um dia, uma outra pessoa pegou o meu lugar. Eu tive que ser rebaixado e com isso ele se tornou meu chefe. Ele ficava pegando no meu pé. Eu estava cansado do que ele dizia; “JIMMY, venha cá agora”, “JIMMY, tem uma sujeira no chão”, “JIMMY, você não fez o trabalho”. Ele pegou o meu lugar, somente porque era jovem e tinha uma boa cabeça entre os ombros. Sim, uma boa cabeça. Mas agora ele não tem mais, pois eu a tenho!
O indivíduo passa a dar gargalhadas e exibe sua bolsa ao policial como se fosse um troféu. JOHN WALKER, assustado diz:
- V, Você é louco!
Neste momento, o assassino chuta a arma de JOHN e dá um soco em sua barriga. Ele observa, caído no chão, o assassino correr como um raio para fora do beco.
Dentro de JOHN começa a crescer um ódio muito grande contra o indivíduo.
Ele se levanta, vai até um telefone público, disca para a central de polícia e chama algumas viaturas para aquele bairro.
Alguns minutos depois, carros da polícia percorrem o bairro todo. JOHN prefere procurar o assassino a pé, pela calçada.
Após um longo tempo, JOHN avista o assassino. Lá estava o tão procurado, todo contente e sacudindo a pequena bolsa, redonda como um melão.
JOHN WALKER não cometeria o mesmo erro. Ele corre para a esquina e lá permanece, esperando o assassino passar.
JOHN ouve os passos se aproximarem cada vez mais, e quando percebe que o assassino está bem próximo, se põem em sua frente e atira duas vezes, bem no peito.
Uma viatura de polícia para no local e dela, saem dois policiais. Um deles diz:
- O que você fez?
- Veja!- Disse JOHN todo orgulhoso- Eu peguei o assassino!
- E impossível- Argumenta o outro policial- O seu homem já foi pego pela viatura quatro-sete-quatro.
- Não! Esse é o assassino. Veja; dentro daquela bolsa tem uma cabeça!- Disse JOHN apontando para a bolsa do cadáver.
Um dos policiais vai até ela e abre o zíper. De repente, uma bola de boliche sai e rola pela calçada.
- É melhor você entregar sua arma, policial JOHN. Você está preso.- Diz um dos policiais.
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JOHN WALKER ficou algums dias preso, mas isso não foi nada comparado ao seu “orgulho ferido”.
FIM
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